O termo "mídia", além de popular, até parece moda, pois está o tempo todo na conversa das pessoas, ora como artigo de crítica ora como justificativa para o comportamento humano ou simplesmente em comentários ligados aos veículos de comunicação. De qualquer maneira, a mídia realmente pode ser reconhecida em diversas situações, o que, naturalmente, gera uma confusão quanto ao significado mais propício desta palavra. Mas, a que a mídia se refere?
A expressão mídia chegou à nossa língua derivada do inglês, apesar de ser um vocábulo latino. Em português significa meio, isto é, forma de comunicar. Por mais que sua definição literal induza à compreensão da palavra, quando se fala em mídia, o conceito sobre ela elaborado nem sempre está relacionado ao que lhe diz respeito, essencialmente. Mas, em Português, o termo mídia está diretamente ligado à comunicação e suas formas de difusão.
Todos os meios de se comunicar pertencem ao grande grupo de mídia, apesar de que os veículos de comunicação, especialmente, os de massa são, para a grande maioria, a aplicação mais exata desta palavra.
As inovações na área da comunicação são muitas e as mudanças em suas linguagens podem ser vistas constantemente. Unida à tecnologia, a mídia e suas linguagens, que em outras épocas levaram anos para alcançarem níveis mais elevados, hoje, é progressivamente acelerada, podendo ser dividida em tipos impressos, eletrônicos e tantas outras formas, incluindo-se as não verbais, mas, que, no entanto, também produzem sentido.
Atualmente, há uma quantidade tão grande de meios de se comunicar, que chega a ser difícil enumerar todos os recursos disponíveis e que são superados diariamente como celulares 3G, leitores de Mp3, Mp4 e na próxima semana algum outro Mp sei lá o que...
A proliferação de diferentes meios, não somente permitiu maior igualdade quanto ao livre acesso à informação, mas também nos coloca em contato com linguagens mais arrojadas, com as quais constantemente nos adaptamos e aprendemos. O MSN, por exemplo, e as abreviações de nossa língua, que são permitidas neste ambiente, para alguns parece estranho, inicialmente, mas acabam se tornando algo comum e corriqueiro, conforme a familiarização com esta forma de se comunicar em tempo real.Mas, por que esta explanação sobre a mídia é importante?
Ela é importante porque a mídia está em todos os nossos modos de viver. Os teóricos da comunicação se dividem entre os chamados "apocalípticos", que veem este apogeu comunicacional como algo que aliena o ser humano, o qual consome aquilo que é definido pelos detentores da mídia. Por outro lado, pensadores mais otimistas, veem a comunicação e a revolução tecnológica pela qual ela passa como algo positivo, pois permite que várias classes sociais interajam com a máquina e com as informações providas por este meio. Este grupo enxerga esta mudança como inclusão social, pois descentraliza o poder quando mais pessoas têm condições de trocar, associar e ainda produzir novos conteúdos em cima disso tudo.
A todo este fenômeno, muitos atribuem o nome de "democratização da mídia" - momento em que as pessoas não mais apenas recebem, de forma passiva, conteúdos produzidos por uma minoria. Mas, ao contrário, é possível a todo indivíduo ser, além de receptor de uma mensagem, também transmissor de muitas outras mensagens e de maneira bastante efetiva.

E o que tudo isso tem a ver com você?
Se realmente existe uma democratização da comunicação, existe também aumento de responsabilidade de quem desfruta deste bem. Vemos opiniões livres sendo transmitidas em larga escala através de blogs, sites, entre outros espaços, etc. Vemos também a veiculação de informações nem sempre confiáveis.
A democratização não é somente um poder de resposta a tudo o que a mídia oferece, mas também a livre escolha dos conteúdos. Se esta escolha, por um lado, concede a capacidade de optar, também confere uma responsabilidade grande a quem escolhe. A partir do momento em que há maior poder de escolha, há maior autonomia para selecionar quais os conteúdos serão de melhor proveito, imediato ou em longo prazo. Ou ainda, quem produz conteúdo, deve avaliar que tipo de valores o mesmo carrega.
Se a comunicação realmente tem criado formas mais democráticas de ser dividida, isso é algo muito precioso, que deve ser explorado corretamente, sem nunca esquecer que a autonomia não anula princípios, ética ou a moral. Quanto mais liberdade e quanto mais poder, mais oportunidade para propor uma formação sadia de cidadãos, baseada na filtragem ideal de informação, na busca de contrapontos e no exercício constante do questionamento, fundamentos indispensáveis na educação crítica do ser humano.