O Capão Redondo, um dos bairros mais comentados de São Paulo, comemora, no dia 26 de abril, 97 anos. Dentre tantas pessoas que contam sua história, muitas fazem parte da mesma e apesar de quase um século de existência, o Capão ainda surpreende até quem ajudou a construir seus alicerces.
Desde uma Fábrica de Criatividade, por exemplo, que desenvolve, por meio da arte, cidadãos proativos até ONGs (Organizações Não Governamentais), comprometidas em auxiliar pessoas quanto ao preparo para lidar com a atualidade e seus desafios, o bairro tem muitas faces, mas todas com a marca de gente variada que o compõem.
A história nos indica que "caçadores do bairro Bexiga", que viveram aqui em 1912, em uma de suas caças, observaram do alto de uma colina vários terrenos arredondados e cobertos por uma mata virgem. Apesar disso, inicialmente o nome do bairro era Guavirituba. Estes terrenos admirados no começo do século 20, tornaram-se então, o que nós chamamos, já há algum tempo, de Capão Redondo.
Em 2009, o bairro completa 97 anos, e para as comemorações, conta com a presença da comunidade, autoridades locais, assim como do primeiro colégio da região, o Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo, em uma festa cívica no local exato onde ocorreu sua fundação.
Religião
A religião, no Capão Redondo é um traço marcante. Um passeio, ainda que às pressas, pelas ruas deste bairro confirma a presença religiosa, reproduzida em templos de diversas denominações.
Uma das religiões mais tradicionais que o bairro abriga é de Adventistas do Sétimo Dia. A razão está ligada ao fato de que a crença adventista está nesta área desde o início do Capão Redondo, sob várias formas. Tudo começou em 1914, com a chegada de missionários adventistas, os quais realizaram séries de palestras sobre saúde para mais de 500 pessoas.
No ano seguinte, em 1915, a instalação do Seminário Adventista de Teologia lançou as bases para o atual Unasp - o primeiro centro universitário da região. Além do Unasp, outras unidades escolares demonstram a importância da Educação Adventista nesta região.
A Superbom - indústria de produtos naturais também é resultado da presença adventista no Capão Redondo. Desde 1925, a fábrica de alimentos proporciona saúde e sabor aos moradores que investem na alimentação saudável.
A sede administrativa da Igreja Adventista da região Sul de São Paulo e do Estado de São Paulo também faz parte da narrativa do Capão Redondo, pois há quase 20 anos desenvolve projetos de inúmeros segmentos para contribuir com o melhoramento destas adjacências.
Lazer
Em 1992 foi criado o Parque Santo Dias com 134.000m² de área verde. No parque é possível desfrutar da natureza, fazer caminhadas, exercícios físicos, passeios com a família e participar de eventos culturais.
Em 2002, a Fundação Cafú, no jardim Irene, trouxe um espaço para a prática de esportes a crianças e adolescentes. Outro ponto de encontro, muito conhecido entre os jovens, é o Shop-ping Campo Limpo, inaugurado em 2006.
Ainda como opção de lazer público, há o Centro da Juventude, do distrito de Capão Redondo, com capacidade para 638 pessoas. Além disso, o CEU - Centro Educacional Unificado Capão Redondo, inaugurado em dezembro de 2008 gera atividades para todas as idades.
Desenvolvimento
Para o transporte de cerca de 200 mil pessoas, que compõem o bairro, foi inaugurado, em 2000, o Terminal Capelinha. Mas, com tanto crescimento, outras medidas foram tomadas como a criação da linha do metrô Capão Redondo, (linha Lilás 5) em 2002, que o ligou até Santo Amaro. A instalação do Metrô Capão Redondo atraiu ainda mais pessoas, o que resultou em um aumento também de estabelecimento comerciais, escolas técnicas e serviços.
Atualmente, uma nova alternativa para o volume de pessoas que transitam pelo bairro, é a expansão de avenidas, como o prolongamento que está sendo realizado na Carlos Caldeira Filho, o que favorecerá, em breve, o tráfego mais ágil de automóveis.
Ação Social
Para tentar amenizar os problemas de desigualdade social que também atingem ao Capão Redondo, muitas ONGs foram criadas. Dentre elas, está a Casa do Zezinho, que atende a mil crianças carentes. Existe também o Espaço Comunidade Esperança (ECOE) - centro profissionalizante que se dedica à capacitação de comunidades carentes, a fim de que consigam um emprego, abram seu próprio negócio ou descubram novas habilidades profissionais. Pelo Ecoe passam cerca de 500 pessoas por mês, as quais aprendem ofícios como panificação, informática, manicure, pedicure, entre outros que proporcionem um futuro mais seguro e feliz em algum ramo de atividade.