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21/10/2009 - Atualizado em 04/12/2009 - 8:57
Sem erros
Saiba quais são as mudanças da nova ortografia e fique atento para não cometer gafes
Berenice Zabel Wuttke

Não é a primeira vez que a Língua Portuguesa passa por um acordo ortográfico. Palavras como ylha, mããos, solemne, instalhada, cotovêlo, êle e auto-responsável são vestígios de um passado que vem desde 1500 até 2008.

Toda língua viva sofre alterações devido ao seu momento social, político, econômico, geográfico. O Brasil já teve em torno de mil línguas diferentes. Indígenas, jesuítas, bandeirantes, escravos africanos e portugueses também trouxeram contribuições para o idioma falado no Brasil. Embora a Língua Portuguesa seja o idioma oficial no Brasil, a constituição garantiu a preservação das 180 línguas indígenas que ainda restam, bem como mil quilombolas.

O mundo atual, por ser globalizado, exige praticidade e uniformidade da Língua Portuguesa. Para Antônio Houaiss, estudioso da Língua Portuguesa e o principal responsável pelo processo de unificação aqui no Brasil, "a existência de duas grafias oficiais acarreta problemas na redação de documentos em tratados internacionais e na publicação de obras de interesse público".

O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi estabelecido em 1990 para unificar a ortografia dos países que falam este idioma. (Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e aproximar estas nações. Ele contém 21 bases. Cada uma delas possui um item específico. No Brasil, o acordo entrou em vigor em 2009 e alterou apenas 0,5% da ortografia. Portanto, não afetou a fonética, vocabulário e sintaxe.

Para você que deseja aplicar adequadamente estas regras, vale registrar algumas alterações importantes.

 

Nova regra Exemplos
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras K, W e Y.  km (quilômetro), playground,   William
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u nos grupos gue, gui, que, qui. Mas, a pronúncia continua a mesma.  aguentar, bilíngue, cinquenta
Não se acentuam mais os ditongos abertos -éi e -ói das palavras paroxítonas.  assembleia, plateia, ideia, boia, paranoia
Não se acentua o hiato -ee dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados (3 p. pl.).  creem, deem, veem, descreem, releem, reveem
Não se acentua o hiato -oo.  enjoo, voo, coroo, coo, perdoo
Não se acentuam as palavras paroxítonas que são homógrafas, ou seja, palavras que têm a mesma grafia, mas com significado diferente.  "para" (verbo), "pela" (substantivo e verbo), "pelo" (substantivo)
Não se acentua o -u tônico nas formas verbais rizotônicas (acento na raiz), quando precedido de -g ou -q e seguido de -e ou -i (grupos que/qui e gue/gui).

 argui, apazigue, averigue, enxague

 

Não se acentuam o -i e -u tônicos das palavras paroxítonas, quando precedidas de ditongo.
 baiuca, cheiinho, feiura, feiume

 

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